Ribeiro vivia batendo boca com a mulher. E
tudo por causa da sua bebida que era demais. Idalina advertia:
-Homem, ou tu larga essa bebedeira ou eu vou
simbora!
Ele
sorria, e dava o troco no ato:
-Simbora? Simbora pra donde, ta ficando
doida!
-Eu vou pra casa da minha prima, ainda tenho
prima!
!Acendeu um cigarro e prosseguiu:
-Minha comadre, visita é mesmo que peixe,
passou dos três dias já ta fedendo!
Mas de
uns tempos para cá, .arranjou um colega que batia violão, o Chico Cruel.
-Meu chapa, eu vou te fazer um pedido, num
sei se tu vai aceitar!
-Pois venha de lá, prezado!
Nesse
instante, a mulher do Ribeiro, apareceu. E ele apresentou ao colega:
-Minha filha, esse daqui é o Chico Cruel!
-Prazer, gostosa, quero dizer, minha senhora!
A mulher ficou surpresa e pensou alto:
-Nossa, que pezão!
Quando saiu, Ribeiro falou:
-Sabe como é, a mulher fica implicando comigo
o tempo todo.
Talvez bebendo em casa a coisa melhore!
-Ora, tem mais é que é melhorar!
-Cara, pode ficar certo que toda noite eu vou
pra tua casa! E ainda levo a bebida!Com uma semana depois,Ribeirim foi
conversar com o seu pai e contou a novidade:
-Pai, a Rosário ta outra! Só o senhor vendo!
- Mas o que aconteceu, meu filho?
Foi só eu levar o Chico Cruel pra tocar
violão lá em casa!
Na verdade, o homem ensaiava algumas canções
apaixonadas e enfiava cachaça nos couros do Deusimar. Os vizinhos começaram a
desconfiar da marmota. E os comentários se sucediam:
-Vocês já deram fé? Todo dia esse cara taí!
-Mas ô cabra abestado! Tem homem desse
jeitim!
Os vizinhos não estavam errados. Quando o
Ribeiro capotava, ela corria para os braços
do homem. E acabou arribando com o “negão”..
Mas o chifre não traumatizou o Ribeiro. Ele
pode ser visto desfilando pelas ruas do bairro com um violão bem afinado no seu
coração: Marly, uma bela morena que já está tocando a vida com ele...
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