segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"Leva aquela do Nelson"



Ribeiro vivia batendo boca com a mulher. E tudo por causa da sua bebida que era demais. Idalina advertia:
-Homem, ou tu larga essa bebedeira ou eu vou simbora!
 Ele sorria, e dava o troco no ato:
-Simbora? Simbora pra donde, ta ficando doida!
-Eu vou pra casa da minha prima, ainda tenho prima!
!Acendeu um cigarro e prosseguiu:
-Minha comadre, visita é mesmo que peixe, passou dos três dias já ta fedendo!
 Mas de uns tempos para cá, .arranjou um colega que batia violão, o Chico Cruel.
-Meu chapa, eu vou te fazer um pedido, num sei se tu vai aceitar!
-Pois venha de lá, prezado!
 Nesse instante, a mulher do Ribeiro, apareceu. E ele apresentou ao colega:
-Minha filha, esse daqui é o Chico Cruel!
-Prazer, gostosa, quero dizer, minha senhora!
A mulher ficou surpresa e pensou alto:
-Nossa, que pezão!
Quando saiu, Ribeiro falou:
-Sabe como é, a mulher fica implicando comigo o tempo todo.
Talvez bebendo em casa a coisa melhore!
-Ora, tem mais é que é melhorar!
-Cara, pode ficar certo que toda noite eu vou pra tua casa! E ainda levo a bebida!Com uma semana depois,Ribeirim foi conversar com o seu pai e contou a novidade:
-Pai, a Rosário ta outra! Só o senhor vendo!
- Mas o que aconteceu, meu filho?
Foi só eu levar o Chico Cruel pra tocar violão lá em casa!
Na verdade, o homem ensaiava algumas canções apaixonadas e enfiava cachaça nos couros do Deusimar. Os vizinhos começaram a desconfiar da marmota. E os comentários se sucediam:
-Vocês já  deram fé? Todo dia esse cara taí!
-Mas ô cabra abestado! Tem homem desse jeitim!
Os vizinhos não estavam errados. Quando o Ribeiro capotava, ela corria para os braços  do homem.  E acabou  arribando com o “negão”..
Mas o chifre não traumatizou o Ribeiro. Ele pode ser visto desfilando pelas ruas do bairro com um violão bem afinado no seu coração: Marly, uma bela morena que já está tocando a vida com ele...

Nenhum comentário:

Postar um comentário