No dia em que ia se encontrar com a
Sueli,
o Bené foi
dar uma mordida numa tapioca
e partiu a
dentadura ao meio.
Mas logo o
Anastácio foi em socorro do amigo:
-Fica na
tua, conheço um cara que faz dente, vambora lá!
Atravessaram
a passarela do cemitério e chegaram
à casa do
protético Gabriel, à beira da linha férrea,
que também
era banguelo.
E
justificava:
-Em casa de
ferreiro, espeto de pau!
Logo em seguida,
pediu um tempo:
-Peraí que
eu vou preparar a goma pra tirar o molde!
Na hora em
que estava tirando o molde, o trem passou.
O tamborete
tremeu.
E na hora
agá da prova, a dentadura estava torta.
Com
dificuldade, Bené falava:
-Essa parte
do lado direito tá mais alta do que a esquerda!
-Ah, mas o
problema deve ser da sua boca torta!
-Mas eu num
tenho a boca torta!
-Então vá
reclamar da RFFSA, do sacolejo do trem!
Bené recusou
a prótese.
O protético
não aceitou.
-Quero meu
dinheiro!
Discutiram.
E quebraram
pau até o Ronda chegar.
Foram parar
no distrito, onde o comissário também banguelo,
liberou os dois...
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