Quando o Evangelista morreu, foi aquele chorrorô.
Sua mulhar, a Carmem, não se conformava.
- Vai, Evangelista, e fala que eu também quero ir!
Na hora de fechar o caixão, a Carmem exclamou:
- Ele já vai de paletó, todo bonitim, mas vou botar também o celular!
E argumentou:
- Talvez ele queira ligar pra mim!
Nesse instante, o celular toca.
A mulher pede ao Valdir que atenda.
Do outro lado da linha, uma voz feminina:
- Evangelista, quando é que tu vem aqui ver os teus bruguelo, hein?
- Aqui é o Valdir, o Evangelista morreu!
- Mas tu num deixa de ser brincalhão, né? Arresponde logo quando é que tu vem por aqui?
Carmem percebeu o semblante amarelo do Valdir e tomou-lhe o celular:
- Aqui é a mulher do Evangelista, quem é que quer falar com ele?
- Mulher, é? Pois aqui é a esposa dele, tu é só fachada!
O bate-boca teve início e terminou com a mulher surtando
e rachando o caixão do finado com uma foiçada.
Mas não chegou atingir o finado que manteve o ar de riso
como se estivesse a caminho do céu...
Nenhum comentário:
Postar um comentário