segunda-feira, 25 de junho de 2012

O repórter policial

Entrei  em jornal como repórter policial.
Só falava com presos, delegados, comissários etc.
Já o pessoal que cobre política, sociedade,  esporte, esses não pagam comida.
É um aló pra churrascaria tal, prum  hotel acolá,
que o candidato vai acabar com as favelas.
Mas não fica por aí:
O empresário Fulano é um “gentleman” e o Cicrano é outro.
Como a Secretaria de Segurança não tem comida nem pros presos,
almoço minha carne moída em casa.
Ah, e com um suquim de  goiaba.
Mas tem uma coisa:
ao entrar em um restaurante desses e a comida for ruim,
mando ver.
Sou nem morta fome....

Nenhum comentário:

Postar um comentário