Eu, primeira pessoa do singular, sempre gostei de inventar, criar, escrever.
Minha avó conseguiu com o então ministro Afonso Albuquerque Lima, um emprego na Sumov. Iria ser arquivista.
Só que passei quatro meses sem fazer nada. A Sumov não tinha arquivo.
Para passar o tempo ia conversar com a telefonista.
Em 1969, escrevi uma reportagem sem autorização de nenhum jornal.
E me dei bem. Só que era pra ser publicado no Correio do Ceará.
Mas o Felizardo Mont Alverne, então secretário, demorou muito. Peguei o texto e levei para O POVO. Foi então que o Antonio Pontes Tavares publicou minha primeira reportagem assinada. Depois vieram outras.
Eu, Gervásio de Paula, Agladir Moura, J.M.Andrade e Marcelo Ponte tínhamos espaço para as reportagens.
Época de Durval Aires, Morais Né, Odalves Lima, Flávio Ponte, Pádua Campos, Ivonete Maia e tantos outros que fizeram história no jornalismo cearense.
Mas sou grato a uma pessoa que soube me perdoar nas vezes em que, movido pela rebeldia da juventude, quis ser estrela: José Raimundo Costa.
O maior jornalista brasileiro.
Obrigado, seu Costa.
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